A Nothing iniciou oficialmente o rollout do Nothing OS 5.0, sua skin baseada no Android 17, com beta aberto em agosto e atualização estável escalonada até janeiro de 2027.
Adicione ao Google NotíciasNeste artigo
O update leva a versão mais recente do Android para a linha mais nova de smartphones da marca, redesenha a interface, coloca mais recursos de IA no centro do sistema e, ao mesmo tempo, crava quais aparelhos já ficaram para trás.
Segundo a Nothing, o Nothing OS 5.0 estreia como Open Beta no Phone (3) a partir de 26 de agosto de 2026 e chega em versão estável a partir de meados de outubro, alcançando modelos lançados desde o Phone (2a) até o CMF Phone 2 Pro em ondas que se estendem até meados de janeiro de 2027.
O que muda com o Android 17 no Nothing OS 5.0
O Nothing OS 5.0 não joga a interface fora, mas mexe em praticamente todas as telas que aparecem no dia a dia. A identidade visual passa a usar a nova fonte Geist, ícones redesenhados, animações na barra de status e layouts retrabalhados em Configurações, Câmera, Galeria e na própria barra de status, com interações mais suaves e controle de memória ajustado para reduzir recarregamentos de apps.
A tela inicial adota cores derivadas do papel de parede, ícones com tonalidade ajustada e widgets transparentes, com efeitos de profundidade e desfoque. Quem gosta de organizar tudo ganha edição em lote: é possível selecionar vários apps e widgets e arrastar tudo junto. Na tela de bloqueio, entram novos estilos de relógio como Gooey e Micrographics, além de mais opções de cor.
O Android 17 aparece de forma direta em funções de sistema: a Nothing permite separar o painel de notificações das Configurações rápidas, implementa melhorias no Quick Share com geração de QR code para envio de arquivos até para iPhone via link seguro, libera o tema escuro expandido, refina a gravação de tela e incorpora os Noto 3D Emoji e um controle de volume independente para o assistente.
Na parte de privacidade, o Android 17 introduz indicadores mais claros de uso de câmera, microfone e localização, enquanto a Nothing adiciona um indicador amarelo específico para atividades de IA, para o usuário saber quando algum recurso inteligente está rodando em background.
IA em todo canto: Essential AI, Glyph e novos widgets
A Nothing coloca a inteligência artificial no centro da estratégia com o pacote Essential AI. O Essential Voice passa a exibir texto em tempo real durante a fala, com formatação mais organizada para notas e resumos, suporte a transcrição em mais de 100 idiomas e integração com o Super Mic dos fones Ear (3) para captura de áudio.
O Essential Space recebe as Smart Collections, que agrupam automaticamente conteúdos relacionados, e suporte ao Model Context Protocol (MCP), que permite a ferramentas de IA compatíveis acessar, de forma controlada, dados selecionados armazenados nesse espaço. Segundo a Nothing, esse arranjo viabiliza assistentes mais contextuais sem expor o telefone inteiro a qualquer modelo.
O Essential Apps Builder é o passo mais ambicioso do pacote: o usuário descreve em linguagem natural o tipo de app que quer e o sistema gera uma ferramenta funcional direto no smartphone, sem escrever uma linha de código. O recurso está em beta inicial, com acesso liberado de forma gradual e fila de espera para quem ainda não foi contemplado.
Nos widgets, duas novidades miram um uso menos compulsivo do telefone. O Away Time monitora quanto tempo o usuário fica longe do aparelho e exibe os maiores intervalos sem uso da semana. Já o Collector transforma fotos em stickers fixos na home, montando coleções de pessoas, lugares e objetos.
A Glyph Interface, marca registrada dos Nothing Phone, ganha um app dedicado que concentra controles de iluminação, sons, toques e agendas de uso dos LEDs, além de um Glyph Timer que permite iniciar contadores regressivos direto da tela inicial.
Cronograma do Android 17 na Nothing: quem recebe e quem fica preso no Android 16
De forma oficial, a Nothing detalha duas fases para o Nothing OS 5.0: Open Beta e rollout estável, ambos atrelados ao Android 17. O calendário publicado pela empresa é o seguinte:
Open Beta
Phone (3): 26 de agosto de 2026
Phone (4a) Pro: início de setembro
Phone (4a), Phone (3a Pro), Phone (3a): final de setembro
Phone (2a), Phone (2a Plus): meados de outubro
Phone (4b): meados de dezembroVersão estável
Phone (3): meados de outubro de 2026
Phone (4a) Pro e Phone (4a): início de novembro
Phone (3a Pro) e Phone (3a): início de novembro
Phone (2a) e Phone (2a Plus): meados de novembro
Phone (3a Lite): final de dezembro
Phone (4b) e CMF Phone 2 Pro: meados de janeiro de 2027
A empresa ressalta que os prazos são indicativos e que a liberação estável será faseada por região e operadora. Na rotina do usuário, isso significa que, mesmo dentro de um mesmo modelo, pessoas em países diferentes podem receber o pacote com semanas de diferença.
O update só aparece para quem estiver em builds específicos do Nothing OS 4.1 ou superior; no Phone (3), por exemplo, a exigência é o firmware Metroid-V4.1-260814-1733. A Nothing exige também o uso do app Nothing Beta Hub V2.0 para entrar ou sair do programa de testes.
Na outra ponta, a lista de quem não passa do Android 16 está oficializada: Phone (1), Phone (2) e CMF Phone 1 já chegaram ao fim do ciclo de grandes updates. O caso do Phone (2) é o mais sensível; a própria Nothing atribui o corte a limitações técnicas, incluindo ausência de suporte da Qualcomm ao Android 17 para o Snapdragon 8+ Gen 1 e impossibilidade de atualizar o kernel do aparelho.
Como entrar (e sair) do beta sem perder tudo
Quem tem um Nothing compatível consegue entrar no Nothing OS 5.0 Open Beta direto pelo sistema, usando o Nothing Beta Hub V2.0. A empresa descreve o processo como simples, mas deixa claro o custo: trata-se de software de pré-lançamento, com risco real de bugs, queda de bateria e problemas de estabilidade.
O caminho básico é atualizar o celular para o último Nothing OS estável suportado, instalar o Beta Hub, registrar o aparelho no programa e então buscar o update em Sistema > Atualizações. A mesma ferramenta permite solicitar rollback para a versão estável via OTA, mas esse downgrade apaga todos os dados; backup de fotos, contatos, mensagens e chamadas antes de qualquer movimento deixa de ser recomendação e vira pré-requisito.
Para completar, a Nothing limita a janela de acesso ao canal de Open Beta a sete dias. Passado esse período, novas entradas não são aceitas, e quem já entrou e se arrepender terá que conviver com a ROM de testes até concluir o rollback para um build estável.




