A Samsung colocou as cartas na mesa no áudio doméstico com os novos Music Studio 5 e Music Studio 7, smart speakers com reprodução em 24-bit/96 kHz, Dolby Atmos sem fio e foco declarado em quem se importa com qualidade de som, não só com a “caixinha bonita” na estante.
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- O que é, afinal, esse “Studio” da Samsung?
- Quais as diferenças entre Music Studio 5 e 7 no som e nos recursos?
- Áudio de alta resolução, Dolby Atmos e IA: o que tem dentro desses speakers?
- Vale mais o Music Studio 5 ou o 7? E quanto custam lá fora?
- Conectividade, multiroom e uso com TVs Samsung
- Disponibilidade global e o que falta a Samsung contar
Na prática, os Samsung Music Studio 5 e Music Studio 7 são caixas de som Wi‑Fi com suporte a áudio em alta resolução, inteligência artificial para ajuste dinâmico do som e integração com TVs e outros dispositivos da marca via Q-Symphony. O Music Studio 7 vai mais longe na imersão, com configuração 3.1.1 canais, frequência estendida até 35 kHz e suporte mais completo a setups de home theater; o Music Studio 5 foca em tamanho menor e versatilidade, com estágio estéreo 2.0 em um único corpo.

O que é, afinal, esse “Studio” da Samsung?
Apesar do nome remeter a estúdio de produção musical, Music Studio aqui é o rótulo da família de speakers Wi‑Fi da Samsung para uso doméstico: ouvir música em alta resolução, podcasts, TV e filmes, com algum nível de imersão e integração com outros aparelhos da casa, tudo sob o mesmo ecossistema.
O Music Studio 5 é um speaker 2.0 canais com três falantes internos (woofer de 4" e dois tweeters) e design compacto em formato de "disco", com o chamado Dot Design assinado pelo designer Erwan Bouroullec. Já o Music Studio 7 é um modelo maior, estilo bookshelf, com configuração 3.1.1 canais, drivers voltados para frente, laterais e parte superior, mais um woofer dedicado e um super tweeter capaz de reproduzir frequências até 35 kHz, segundo a Samsung, em um gabinete pensado para preencher salas inteiras.
Ambos se conectam por Wi‑Fi e Bluetooth, aceitam controle via app SmartThings e entram na categoria de smart speaker: integração com serviços de streaming, suporte a comandos de voz e participação em setups multiroom ou surround, circulando pela casa em grupos ou atuando isolados em um único cômodo.
Quais as diferenças entre Music Studio 5 e 7 no som e nos recursos?
A separação entre Music Studio 5 e Music Studio 7 é direta: o 5 assume o papel de “entry hi‑fi compacto”, enquanto o 7 entra como “caixa única” mais séria para quem quer substituir a soundbar ou montar um sistema modular em volta da TV.
No áudio, a Samsung lista para os dois:
processamento em 24-bit/96 kHz (áudio em alta resolução);
Dolby Atmos sem fio via Wi‑Fi;
Eclipsa Audio, tecnologia espacial 3D;
AI Dynamic Bass Control para reforço de graves com menos distorção;
SpaceFit Sound Pro para calibrar o som ao ambiente;
Active Voice Amplifier Pro e modos de som com Adaptive Sound, Night Mode e Voice Enhance.
Onde o Music Studio 7 se destaca:
configuração 3.1.1 canais, com canais frontais, laterais e de altura;
frequência estendida até 35 kHz graças ao super tweeter, segundo a Samsung;
entrada HDMI eARC para ligação direta à TV;
projeto descrito pela empresa como solução de máxima imersão, inclusive como parte de sistemas maiores com Q-Symphony e múltiplas caixas.
O Music Studio 5, por sua vez, fica no 2.0 canais, ainda com palco estéreo num único gabinete e foco em ocupar menos espaço, mas sem HDMI. No comunicado brasileiro, a Samsung registra a divisão de público de forma explícita: o 7 é o modelo para quem prioriza imersão e qualidade máxima, o 5 é o curinga para ambientes menores e setups mais simples.

Áudio de alta resolução, Dolby Atmos e IA: o que tem dentro desses speakers?
Tanto o Music Studio 5 quanto o 7 trabalham com processamento em 24-bit/96 kHz. Isso coloca os dois na mesma liga de rivais como Sonos Era 300/100 e Apple HomePod em termos de especificação bruta, pelo menos no papel. A Samsung fala em preservação de sobretons e nuances das gravações, com suporte a formatos como FLAC, WAV, ALAC e AIFF no Music Studio 5 listados para Hong Kong.
No 7, o super tweeter que vai até 35 kHz é o argumento técnico usado pela marca para sustentar a etiqueta de hi‑res com folga, principalmente em conteúdo espacial. A empresa também destaca Eclipsa Audio, descrita como tecnologia de áudio espacial 3D que amplia profundidade e imersão, trabalhando junto com Dolby Atmos sem fio via Wi‑Fi em cenários de filmes, séries e faixas compatíveis.
Do lado "inteligente", há dois pontos-chave:
Equalização automática com IA, que identifica o tipo de conteúdo e ajusta a curva de som;
Controle Dinâmico de Graves com IA, que monitora vibrações e tenta segurar distorção nos baixos.
Quando o ambiente entra na equação, SpaceFit Sound Pro usa o microfone da própria caixa para analisar o cômodo e alterar equalização e potência; Q-Symphony permite que Music Studio, soundbars e TVs Samsung compatíveis toquem juntos em múltiplas camadas; Auto Volume suaviza saltos de volume ao trocar de conteúdo; e o Amplificador de Voz Ativa Pro sobe diálogos em cenários com ruído.
Vale mais o Music Studio 5 ou o 7? E quanto custam lá fora?
A escolha recai menos em “som melhor” e mais no tipo de uso previsto. A própria Samsung Brasil faz a divisão oficial assim:
Music Studio 7 (LS70H): voltado para quem quer qualidade máxima e imersão, com 3.1.1 canais, frequência até 35 kHz, minimização de ruídos e HDMI eARC;
Music Studio 5 (LS50H): aposta em versatilidade, 2.0 canais estéreo num corpo compacto, streaming sem fio via Wi‑Fi e Bluetooth e design discreto.
Quem procura algo para substituir a soundbar na sala, com ligação direta à TV por HDMI e foco em filmes e Atmos, tende ao Music Studio 7. Quem precisa de uma caixa única voltada para música, podcasts e TV em ambientes menores, com menos cabos e menos volume físico, tende ao Music Studio 5.
No Brasil, a Samsung ainda não divulga preço oficial nem data de início das vendas para a linha Music Studio. Em Hong Kong, o Music Studio 5 aparece com preço sugerido de HKD 2.380. Em mercados como Estados Unidos, a própria Samsung lista na loja oficial o Music Studio 5 (HW-LS50H) a US$ 299,99 e o Music Studio 7 (HW-LS70H) a US$ 499,99, valores que posicionam os speakers na faixa de concorrentes como Sonos Era 100/300 e Apple HomePod. Não há sinal de tabela em reais ou promoções locais por enquanto.
Conectividade, multiroom e uso com TVs Samsung
Os dois modelos apostam forte em conectividade para fugir do rótulo de “só mais uma caixa cara na estante”. Ambos trazem Wi‑Fi e Bluetooth, e a Samsung Brasil confirma:
controle completo e agrupamento de speakers pelo app SmartThings;
integração com Spotify Tap, com início de playlists recomendadas com toque na caixa após configuração;
Alexa integrada para comandos de voz;
suporte a Google Cast, Spotify Connect e AirPlay, ampliando fontes possíveis de streaming.
Para quem está fechado no ecossistema da Samsung, Q-Symphony entra como diferencial concreto: TVs compatíveis usam não só a própria barra de som, mas também Music Studio e até outras soundbars em conjunto, com até cinco dispositivos de áudio sem fio ao mesmo tempo em certos modelos recentes, segundo comunicado internacional. Em áudio puro, o sistema chega a até 10 caixas Music Studio reproduzindo em sincronia, com controle de volume individual via app.
Outro ponto prático: dá para montar estéreo “de verdade” com duas caixas iguais. O recurso Stereo Play divide os canais esquerdo e direito entre dois Music Studio do mesmo modelo, ampliando o palco sonoro e a separação de instrumentos, algo que falta em muitas soluções all‑in‑one rivais.
Disponibilidade global e o que falta a Samsung contar
Hoje o cenário é assim: a Samsung já vende o Music Studio 5 em Hong Kong, com promoção de lançamento e preço oficial, e lista tanto o 5 quanto o 7 na loja norte‑americana com valores em dólar, enquanto limita a comunicação no Brasil a explicar recursos e posicionamento. A própria empresa admite que “mais detalhes” de configurações conectadas, como Group Play via Wi‑Fi com controle por ambiente, ainda dependem de dispositivos compatíveis e não detalha a lista completa de modelos de TV, soundbars e speakers que se integram via Q-Symphony.
Também falta uma peça importante para quem olha para o 7 como substituto de soundbar no país: sem preço em real, não dá para saber se o pacote 3.1.1 com HDMI e áudio hi‑res vai brigar com combos de soundbar + subwoofer ou se ficará em um nicho premium estreito. Enquanto isso, rivais como Sonos, Bose e Apple já operam com estratégia global clara. A Samsung escolheu iniciar a conversa com o brasileiro sobre resolução de áudio e IA antes de revelar quanto custa levar esse “studio” para a sala.




