A Anatel homologou na segunda-feira (19/10) a antena residencial STG-S001-A0 da SpaceSail, a chamada "Starlink chinesa", constelação que disputa com a Starlink o mercado de internet por satélite. O equipamento chega a até 400 Mb/s de download e 100 Mb/s de upload, que teve acesso ao registro. Preço, plano e data de venda no Brasil seguem sem anúncio.

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Neste artigo
  1. Antena da SpaceSail: o que a Anatel aprovou
  2. Starlink chinesa no Brasil: por que ainda não dá para contratar
  3. Preço e disponibilidade da Starlink chinesa no Brasil

A homologação é a etapa que libera a venda do aparelho ao consumidor. Ela não coloca o serviço no ar. Para quem mora longe da fibra e hoje depende da Starlink, a SpaceSail passa a ser uma alternativa possível, mas ainda não dá para contratar.

Antena da SpaceSail: o que a Anatel aprovou

O certificado tem o número 01944-26-18192 e classifica a antena como transceptor de satélite móvel. O registro cobre usos fixo e móvel, mas não está confirmado quais serviços a empresa vai oferecer com ela. Os dados do certificado vêm de documentos da Anatel obtidos pelo Canaltech e pelo Tecnoblog.

A ficha técnica chama atenção pelo cabo. São 15 metros, com uma ponta USB-C fora do padrão que exige cabo específico. Se ele estragar, não adianta comprar um qualquer. A outra ponta traz RJ45 e energia.

ItemSTG-S001-A0 (SpaceSail)
Velocidadeaté 400 Mb/s (download) e 100 Mb/s (upload)
Dimensões48 × 36 × 4 cm
Pesocerca de 4 kg
ProteçãoIP65
Cabo15 m, USB-C proprietário e RJ45 com energia
Wi-FiWi-Fi 5
Consumoaté 100 W (fonte de 48 V / 4,5 A, 216 W)
Extrasluz de status e porta de diagnóstico com tampa de borracha

O consumo de até 100 W pesa na conta de quem pretende ligar a antena em sistema solar ou em gerador, situação comum no campo.

A constelação foi autorizada em fevereiro, em reunião do Conselho Diretor da Anatel, com relatoria de Octavio Pieranti. A concessão foi parcial: a empresa pediu 648 satélites por 15 anos e recebeu autorização para até 324, válida até julho de 2031, com cobertura nacional e sem exclusividade, conforme o Teletime.

Quando a autorização saiu, a SpaceSail tinha 108 satélites em órbita, e o último lançamento havia sido em outubro de 2025, segundo o mesmo veículo. A regra dá até dois anos, após a publicação do ato, para entrar em operação, com pelo menos 10% dos satélites autorizados lançados. A operação também não tem direito a proteção contra interferência prejudicial, e o uso das faixas depende de coordenação.

A empresa informou no processo que pretende começar a oferta comercial no Brasil no quarto trimestre de 2026, o mesmo período previsto para a China, onde a rede se chama Qianfan. Trata-se de intenção declarada, sem compromisso comercial. Também existe, desde 2024, um acordo com o governo brasileiro, via Telebras, para levar conectividade a áreas remotas, sem detalhes públicos até agora.

Nenhuma fonte informa o preço da antena nem de mensalidades da SpaceSail. Também não há data de venda, loja, forma de instalação, área de cobertura, latência ou franquia de dados.

Como referência, e só para comparação, o plano Residencial da Starlink aparece em torno de R$ 236 por mês e o kit padrão por cerca de R$ 2.400, valores que variam por região e promoção, segundo levantamentos de sites especializados. O fabricante da antena seria a Shanghai Hanxun, informação publicada apenas pelo BP Money e não confirmada.

O apelido "Starlink chinesa" ajuda na busca, mas a comparação só vale quando houver preço, cobertura e desempenho medido. O próximo passo concreto é a empresa anunciar preço e início das vendas; pelo prazo que ela mesma declarou, isso aconteceria até dezembro.