A Microsoft começou a experimentar no Windows 11 um teste de velocidade da internet nativo, que roda dentro das Configurações rápidas e mostra download, upload e ping sem abrir o navegador. O recurso chegou em 23 de outubro na build 26340.9767, liberada só para o canal Experimental do programa Windows Insider.
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- Como abrir o teste de velocidade do Windows 11 e o que ele mostra
- Do atalho para o Bing ao teste de velocidade nativo
- Mesma build leva controles do celular às Configurações rápidas
- O que a Microsoft não informou: servidor, dados móveis e histórico
- Quando o teste de velocidade chega ao Windows 11 estável
A mudança mexe num gesto de rotina, o de conferir se a operadora entrega a velocidade contratada, e aposenta um atalho que nunca convenceu: até aqui, o botão de teste que a Microsoft pôs no sistema para os testadores apenas abria o site do Bing. Para quem usa a versão estável do Windows 11 no Brasil, não existe data de chegada.
Como abrir o teste de velocidade do Windows 11 e o que ele mostra
Segundo as notas oficiais da build publicadas pela Microsoft, o jeito mais direto é um bloco novo nas Configurações rápidas, chamado Speed test (teste de velocidade). Quem já está com o painel de Wi-Fi ou de rede celular aberto encontra a opção ali mesmo. Há ainda o clique com o botão direito no ícone de rede da bandeja do sistema, que ganhou o item Test internet speed.
Durante a medição, o painel mostra o progresso e, ao final, três números: velocidade de download, velocidade de upload e ping. "Os Insiders do Windows agora podem rodar um teste de velocidade da internet e ver os resultados direto nas Configurações rápidas, sem serem redirecionados para um navegador", escreve a empresa. A imagem de divulgação traz uma conexão por cabo Ethernet com 947,6 Mbps de download, 943,7 Mbps de upload e 3,3 ms de ping.
A Microsoft explica que o teste roda "contra a sua conexão de internet ativa", para que o usuário entenda como ela está se saindo "sem sair do que está fazendo". Na prática, o número reflete o caminho inteiro até a rede. Num notebook ligado a um Wi-Fi fraco, longe do roteador, o resultado vai medir esse gargalo, e não necessariamente o plano da operadora.
Do atalho para o Bing ao teste de velocidade nativo
A história começa em setembro de 2025. O perfil phantomofearth, no X, encontrou escondida em builds de preview dos canais Dev e Beta a opção "Perform speed test", no menu do ícone de rede e no painel de Wi-Fi. O clique, porém, só abria a ferramenta de teste de velocidade do Bing no navegador padrão.

A reação da imprensa especializada foi fria. Na época, o Windows Central escreveu que o botão parecia "uma forma forçada de promover o Bing". O teste do Bing em si funcionava, com latência, download e upload, numa linha parecida com a do Speedtest, da Ookla, e do Fast.com.
Agora a Microsoft diz que a nova versão "constrói sobre" o teste apresentado antes, trazendo a medição e o resultado para dentro do Windows. "O Windows 11 não vai mais jogar você para o Bing quando você tentar testar a velocidade da internet", resumiu Sean Endicott, do Windows Central, nesta segunda-feira (26). A troca segue um movimento maior da empresa de refazer partes do sistema como componentes nativos, caso do novo menu Iniciar e da nova busca.
Mesma build leva controles do celular às Configurações rápidas
O medidor divide espaço com outra novidade no mesmo painel. O bloco Mobile devices (dispositivos móveis) mostra a bateria do celular conectado e, com um Android compatível, permite ligar o Não Perturbe antes de uma reunião, trocar o modo de toque e fazer o aparelho tocar para encontrá-lo. No iPhone, a Microsoft admite que a experiência começa limitada, focada só em status.
O pacote inclui ajustes menores. O Insider pode filtrar os feature flags pelo estado de ativação, o atalho Windows + (+) da Lupa ganhou uma chave para ser desligado e assinantes do Microsoft 365 com cobrança recorrente desativada podem reativá-la direto nas Configurações. O Narrador passou a ler matemática em mais oito idiomas, entre eles grego, polonês e russo (o português não está na lista). A build também corrige uma falha da versão anterior em que o explorer.exe não carregava depois do login, o que deixava a barra de tarefas fora do ar, e outra que exibia por engano a mensagem de senha errada na tela de entrada.
O que a Microsoft não informou: servidor, dados móveis e histórico
As notas da build deixam lacunas que importam. A Microsoft não diz qual servidor ou serviço faz a medição, se a infraestrutura continua sendo a do Bing nem para onde vão os resultados. Também não há menção a jitter, a histórico de testes ou a quanto tráfego cada medição consome.
Esse último ponto pesa porque o teste aparece também no painel de rede celular. Testes de velocidade baixam e enviam dados de propósito para medir a vazão, e quem usa o PC ligado ao chip ou ao roteador de bolso com franquia vai querer saber o custo de cada clique. Sem testes independentes, também não dá para dizer se o resultado bate com o de Speedtest ou Fast.com.
Há ainda a questão do idioma. A própria Microsoft avisa que recursos em desenvolvimento podem não estar totalmente traduzidos, e nas imagens oficiais da build a interface aparece em inglês. Quem roda o Windows em português no programa Insider pode encontrar os textos sem tradução por enquanto.
Quando o teste de velocidade chega ao Windows 11 estável
A build 26340.9767 é baseada no Windows 11 versão 26H2, entregue por pacote de habilitação, e o medidor chega por Controlled Feature Rollout: aparece primeiro para uma parte dos Insiders do canal Experimental e vai se ampliando conforme o retorno. Não há confirmação de que o recurso fará parte do 26H2 estável ou de qualquer atualização com data. Quando o atalho foi descoberto, em setembro de 2025, o Windows Central estimava que levaria meses até o público geral; mais de um ano depois, o teste segue restrito a testadores.
Fora do programa Insider, nada muda por enquanto. O Gerenciador de Tarefas, na aba Desempenho, mostra a taxa de transferência do adaptador de rede em tempo real, mas não faz um teste contra servidor. Para medir o plano, continua valendo um serviço externo, como o próprio teste do Bing, o Speedtest ou o Fast.com.
A Microsoft lembra, nas mesmas notas, que recursos testados com os Insiders podem mudar, ser removidos ou nunca sair do programa.




