A Microsoft prepara uma reformulação dos planos do Xbox Game Pass em que o assinante escolheria recursos à la carte, com add-ons separados para jogo em nuvem, multiplayer online e jogos exclusivos de console. A informação é de um perfil da CEO do Xbox, Asha Sharma, publicado pela revista Fortune em 20 de outubro, que cita pessoas familiarizadas com a estratégia; a empresa não confirmou.
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- O que a Fortune e o Windows Central relataram sobre o Game Pass à la carte
- Game Pass: preço de cada plano no Brasil hoje
- Fortnite Crew, EA Play e Ubisoft+: a conta em reais do pacote completo
- Do aumento de 99,8% ao corte de abril: o vaivém de preços sob Asha Sharma
- Game Pass à la carte: o que a Microsoft não disse e o que vale para o assinante hoje
Para quem assina no Brasil, a questão é o bolso. O Game Pass Ultimate custa hoje R$ 76,90 por mês, depois de ter custado R$ 59,99, saltado para R$ 119,90 e caído de novo em pouco mais de seis meses. Um modelo de montar o próprio plano pode baratear a conta de quem só quer jogar online, e pode encarecer a de quem usa tudo o que hoje vem no pacote.
Por enquanto, é relato com fonte anônima. Não há preço, data, lista de países nem a definição de quais recursos virariam item avulso.
O que a Fortune e o Windows Central relataram sobre o Game Pass à la carte
Segundo a Fortune, os add-ons ficariam sobre uma estrutura em níveis, e não no lugar dela. Na prática, o desenho descrito é de um plano-base com extras pagos à parte: nuvem, multiplayer e acesso aos jogos que o Xbox mantém só no console. O Engadget, que repercutiu a reportagem neste sábado (24), resume que ainda não está claro como o modelo funcionaria.
A ideia não surgiu agora. Em abril, o jornalista Jez Corden, do Windows Central, relatou que o Xbox queria um Game Pass em que os usuários pudessem "decidir efetivamente quais pacotes de conteúdo querem ver como parte do plano". O exemplo dado foi tirar o Fortnite Crew para pagar menos. Corden tem histórico de vazamentos certeiros sobre o Xbox: o mesmo relato antecipou o corte de preço do Ultimate anunciado naquele mês.
O Insider Gaming citou ainda testes de dois níveis novos achados por dataminers: TRITON, só com jogos dos estúdios da Microsoft, e Duet, que incluiria a Netflix. Nenhum foi confirmado, e seis meses depois nenhum chegou ao mercado.
Game Pass: preço de cada plano no Brasil hoje

A tabela abaixo reúne os preços mensais e o que cada plano inclui, segundo a página oficial do Game Pass no Brasil. São esses os recursos que a Microsoft estaria disposta a fatiar.
| Plano | Preço no Brasil | Catálogo | Nuvem | O que mais inclui |
|---|---|---|---|---|
| Essential | R$ 43,90/mês | mais de 50 jogos | 5 horas/mês | multiplayer online no console, benefícios em jogos como League of Legends e Warzone |
| Premium | R$ 59,90/mês | mais de 200 jogos | 10 horas/mês | multiplayer online; jogos do Xbox entram em até 1 ano depois da estreia |
| Ultimate | R$ 76,90/mês | mais de 500 jogos | 15 horas/mês | jogos no primeiro dia, multiplayer, EA Play, Fortnite Crew e Ubisoft+ Classics |
| PC Game Pass | R$ 59,99/mês | mais de 300 jogos, só PC | não inclui | jogos no primeiro dia e EA Play |
Nos Estados Unidos, os mesmos planos custam US$ 10, US$ 15, US$ 23 e US$ 14, respectivamente. Um detalhe da tabela já mostra que a Microsoft mexe nos limites sem alarde: na reformulação de outubro de 2025, o jogo em nuvem foi apresentado como sem limite nos planos Essential e Premium. Hoje a página oficial fixa teto de 5 e 10 horas por mês. O Xbox também já testa cobrar pelo streaming de quem nem assina o Game Pass.
Fortnite Crew, EA Play e Ubisoft+: a conta em reais do pacote completo
O ponto sensível do modelo à la carte está no Ultimate. Quando o plano foi reformulado, em outubro de 2025, a Microsoft passou a incluir nele duas assinaturas vendidas à parte: o Fortnite Crew, que custava R$ 38 por mês, e o Ubisoft+ Classics, de R$ 26,99. Somadas, davam R$ 64,99, quase o preço inteiro do Ultimate atual, sem contar o EA Play, os jogos no primeiro dia e o multiplayer.
Visto assim, o Ultimate de R$ 76,90 é um pacote subsidiado. A diferença para o Premium é de R$ 17 por mês. Quem não joga Fortnite nem usa o catálogo da Ubisoft paga por algo que não consome, e é esse assinante que o relato do Windows Central parecia mirar. Para quem usa tudo, a lógica se inverte. Se cada extra ganhar preço próprio, montar o equivalente ao Ultimate peça por peça dificilmente sairá mais barato que o pacote de hoje.
O multiplayer é o caso mais delicado. Desde o fim do Xbox Live Gold, em 2023, jogar online no console exige uma assinatura, primeiro o Game Pass Core e hoje o Essential, que custa R$ 43,90 e traz o online embutido. Como add-on, ele pode baratear a entrada de quem só joga com os amigos, ou virar mais uma linha na fatura de quem já paga por catálogo.
Do aumento de 99,8% ao corte de abril: o vaivém de preços sob Asha Sharma

Em 1º de outubro de 2025, a reestruturação em Essential, Premium e Ultimate levou o Core de R$ 34,99 para R$ 43,90 (alta de 25,5%), o Standard de R$ 44,99 para R$ 59,90 (33,1%) e o Ultimate de R$ 59,99 para R$ 119,90, alta de 99,8%. O PC Game Pass foi a R$ 69,90.
Sharma assumiu o Xbox em fevereiro de 2026, no lugar de Phil Spencer, e sua gestão vem acumulando demissões, venda de estúdios e mudanças em produtos. Um memorando atribuído a ela e vazado em abril dizia que o Game Pass tinha ficado "caro demais". Em 21 de abril, o Ultimate caiu para R$ 76,90 (36% a menos) e o PC Game Pass para R$ 59,99. A Microsoft justificou o corte como forma de "reequilibrar a oferta após um período de instabilidade nos preços e na percepção de valor pelos consumidores". O preço teve contrapartida: os novos Call of Duty deixaram de entrar no primeiro dia do Ultimate e do PC Game Pass, com janela de cerca de um ano.
O padrão é de preço menor com benefício a menos, e o Game Pass à la carte segue a mesma direção. Com a receita de hardware em queda, o serviço virou o produto principal da divisão.
Game Pass à la carte: o que a Microsoft não disse e o que vale para o assinante hoje
A Microsoft não comentou a reportagem da Fortune. Não se sabe se os níveis atuais continuam, se o multiplayer de fato vira extra pago, se há relação com a estratégia de exclusivos de console nem se o Brasil entraria na primeira leva. Também não há confirmação oficial de plano anual ou plano família na tabela vigente.
Para quem assina, nada muda por ora. Os preços da tabela acima seguem valendo, e a Microsoft informa que a assinatura pode ser cancelada a qualquer momento para interromper cobranças futuras. Na reformulação de 2025, quem já assinava foi migrado automaticamente para o plano equivalente, o precedente mais próximo do que aconteceria se o modelo sair do papel.
Sobre hardware, o Engadget cita ainda um relato, também não confirmado, de que a próxima geração de consoles, o Project Helix, poderia começar em US$ 1.800.




