A Apple promete até 36 horas de reprodução de vídeo no iPhone 18 Pro e 45 horas no 18 Pro Max, mas os primeiros testes independentes mostram um avanço menor do que os números sugerem — e, em um cenário, um retrocesso. No teste do youtuber Dave2D, replicado pelo Tudo Celular nesta quarta-feira (17), o iPhone 18 Pro desligou 11 minutos antes do iPhone 17 Pro rodando Genshin Impact com a tela a 600 nits. O ganho real ficou restrito às tarefas leves: em navegação contínua no Reddit, o 18 Pro fez 14 horas e 27 minutos de tela, quase uma hora a mais que o antecessor. Os dois modelos já estão à venda no Brasil, a partir de R$ 11.999 e R$ 12.999.

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Neste artigo
  1. Os números do teste
  2. Para quem o 18 Pro ainda faz sentido
  3. Preço e disponibilidade

A explicação está na célula. A Apple não divulga a capacidade, mas os documentos de conformidade da União Europeia registram 4.056 mAh no iPhone 18 Pro — alta de 1,7% sobre os 3.988 mAh do 17 Pro. No 18 Pro Max o salto é maior: 5.391 mAh contra 4.823 mAh, ou 11,7% a mais. As versões sem bandeja de chip físico, vendidas nos EUA, aproveitam o espaço para baterias um pouco maiores, estimadas em 4.288 mAh e 5.567 mAh.

Os números do teste

Cenário (600 nits)iPhone 17 ProiPhone 18 ProiPhone 17 Pro MaxiPhone 18 Pro Max
Navegação contínua (Reddit)quase 1 h a menos que o 18 Pro14h2715h3617h19
Genshin Impact até desligarreferência−11 minreferência+23 min
Bateria (documentos da UE)3.988 mAh4.056 mAh (+1,7%)4.823 mAh5.391 mAh (+11,7%)
ChipA19 Pro (3 nm)A20 Pro (2 nm)A19 Pro (3 nm)A20 Pro (2 nm)

O padrão é consistente: o chip A20 Pro, fabricado em 2 nm, é mais eficiente em carga leve — daí o ganho na navegação —, mas em carga máxima consome tanto quanto (ou mais que) o A19 Pro, e a bateria quase idêntica do 18 Pro não tem de onde tirar a diferença. No Pro Max, os 568 mAh extras compensam e rendem 23 minutos a mais no jogo e quase duas horas na navegação. Vale a ressalva do próprio teste: metodologias variam entre criadores, e atualizações do iOS 27 nos próximos meses podem melhorar a gestão de energia dos dois modelos.

Há um detalhe de engenharia por trás disso. Na transição para o A20 Pro, a Apple manteve o mesmo envelope térmico da geração anterior, mas o processo de 2 nm da TSMC entrega o ganho principal em frequência baixa e média — onde o chip passa a maior parte do tempo em navegação e vídeo. Em um jogo como Genshin Impact, que segura a GPU no teto por dezenas de minutos, a vantagem some e o que decide é a capacidade bruta da bateria. É o mesmo padrão visto na geração passada entre o A18 Pro e o A19 Pro, só que agora com uma célula que praticamente não cresceu no modelo menor.

Para quem o 18 Pro ainda faz sentido

A bateria era um dos pontos em que a Apple havia prometido evolução, junto com o chip de 2 nm que a empresa dizia ser até 30% mais eficiente. O teste mostra que essa eficiência existe, mas não em jogos pesados — o público que mais sente a autonomia. Quem joga muito e tem um 17 Pro não tem motivo para trocar por bateria; quem quer autonomia de verdade na linha 18 precisa ir ao Pro Max. As demais novidades da geração seguem valendo: Dynamic Island menor com Face ID sob a tela, câmera principal de 48 MP com abertura variável, modem Apple C2 com 5G via satélite e 12 GB de RAM.

Preço e disponibilidade

O iPhone 18 Pro custa a partir de R$ 11.999 na Apple Brasil, e o 18 Pro Max, a partir de R$ 12.999; no varejo, o 18 Pro já aparece por R$ 10.799 na Amazon e o Pro Max por R$ 11.699 no Mercado Livre, segundo o levantamento do Tudo Celular desta quarta. O iPhone 17 Pro saiu de linha na loja da Apple, mas segue no varejo e no leilão da Receita Federal com lances a partir de R$ 3.200 — para quem prioriza bateria em jogos, é a compra mais racional da família Pro hoje.