Processadores ARM são bem populares em dispositivos móveis devido a sua arquitetura e eficiência. Isso é o principal diferencial dele quando comparado a processadores de computadores como o x86. A sua arquitetura diferenciada reduz a quantidade energia exigida e descarta a necessidade de um sistema de resfriamento térmico como visto em computadores. Essas vantagens, torna a arquitetura ARM ideal para dispositivos móveis que necessitam de uma longa duração de bateria e também de portabilidade. Adicione ao Google Notícias
Neste artigo
  1. Mas afinal, o que é a sigla ARM ?
  2. Um futuro promissor, Apple que o diga

Mas afinal, o que é a sigla ARM ?

A sigla que essa linha de processadores carrega, o ARM, significa Advanced RISC Machine (Máquina RISC Avançada, em português), onde RISC é um conjunto de instruções que são aplicadas durante o processamento. RISC, por sua parte, significa Reduced Instructionn Set Computer (Conjunto Reduzido de Instruções de Computador). Se trata de um conjunto de instruções limitado, melhor dizendo, mais simples. Ele é o responsável por abrir aplicativos como jogos, navegadores e reproduzir vídeos. Ele utiliza de etapas mais simples quando comparada aos processadores da linha de computadores da Intel e AMD. [caption id="attachment_134068" align="aligncenter" width="1344"]Snapdragon - O que é um processador ARM Imagem: Divulgação/Qualcomm[/caption] No mercado de processadores, existem diversos modelos de chips que integram o SoC (System on Chip, ou Sistema em um chip) em seu ARM, com intuito de torná-lo mais eficiente ou mais poderoso. Podemos citar os mais famosos, como a linha Snapdragon da Qualcomm ou Exynos da Samsung. Na verdade, ARM é um modelo de projeto original que inclui somente o processamento, ou seja, nada o compõe internamente como memórias, GPU, Wi-Fi ou sua internet móvel. Quem insere os sistemas em um chip são fabricantes como a Qualcomm, Samsung, Mediatek ou Nvdia, que revendem a fabricantes de dispositivos móveis e notebooks compactos.

Um futuro promissor, Apple que o diga

Embora a proposta atual do ARM é baixo consumo de energia e mobilidade, os processadores tiveram uma grande evolução nos últimos anos com a chegada de novas empresas que desenvolvem dispositivo portáteis. O maior exemplo de como é promissora a tecnologia, é o fato que que fabricantes tradicionais de equipamentos estão migrando para processadores ARM. [caption id="attachment_130430" align="aligncenter" width="1200"]Processadores Apple Silicon usam arquitetura ARM Imagem: Divulgação/Apple[/caption] O exemplo mais notável é a Apple que, depois de anos usando chips x86 da Intel em seus computadores Macs, criou sua própria empresa Apple Silicon e começou a fabricar chips ARM para PCs. O resultado foi o elogiadissimo Apple M1 e, mais recentementes, os monstruosos em perfomance M1 Pro e M1 Max. Não é possível utilizar apps da arquitetura x86 nativamente em processadores ARM, mas isso não é mais um problema. Através do software Rosetta, embutido no macOS, ele consegue traduzir e emular softwares x86 para rodarem nos processadores ARM Apple Silicon. Já no lado da Microsoft, o Windows 11, foi desenvolvido para nativamente rodar em processadores ARM e possui aplicativos da Microsoft compatíveis com o modelo do sistema, embora não tenha um emulador x86 como o Rosetta da Apple. Com essas empresas gigantescas entrando no mercado do processador podemos esperar grandes novidades e um desempenho ainda maior. Dessa forma, alguns produtos terão um custo de desenvolvimento e venda final muito mais baratos do que temos atualmente. Quanto mais empresas migrarem pra essa arquitetura, mais eficiente o ARM pode se tornar.