O Galaxy Z Fold8 Ultra é o melhor dobrável que a Samsung já fez — e, ao mesmo tempo, o mais difícil de recomendar. Custa R$ 13.139,10 na versão de 256 GB no site da Samsung (ou 18 vezes de R$ 811,05 sem juros) e R$ 13.859,10 na de 512 GB, à venda no Brasil desde 6 de agosto. Por esse dinheiro, ele entrega a tela interna de 8 polegadas mais legível da categoria, câmera principal de 200 MP com o mesmo sensor do Galaxy S26 Ultra, uma bateria de 5.000 mAh que cresceu 14% e carregamento de 45 W que enche em uma hora. A resposta curta: vale a pena para quem já decidiu que quer um dobrável tipo livro e não abre mão de teleobjetiva. Para todo o resto, o Galaxy Z Fold8 comum, R$ 1.800 mais barato, resolve — e o Galaxy S26 Ultra, que já aparece na faixa de R$ 7 mil no varejo, fotografa melhor.
O nome confunde e vale esclarecer logo: este é o Fold tradicional, alto e estreito, que você conhece desde a primeira geração. A Samsung partiu a linha em dois este ano: o formato clássico virou "Ultra", e o nome "Z Fold8" passou a designar um aparelho novo, mais largo e mais baixo. Se você está comparando os dois, o confronto spec a spec entre Fold8 e Fold8 Ultra resolve a dúvida; aqui o foco é o Ultra por inteiro.
Ficha técnica do Galaxy Z Fold8 Ultra
| Item | Galaxy Z Fold8 Ultra |
|---|---|
| Tela interna | 8,0" Dynamic LTPO AMOLED 2X dobrável, 2.256 × 2.504 px, 422 ppi, 120 Hz, HDR10+, 3.000 nits de pico, Flex Titanium, acabamento antirreflexo |
| Tela de capa | 6,5" Dynamic LTPO AMOLED 2X, 120 Hz, Gorilla Glass Victus Ceramic 3 |
| Processador | Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy |
| Memória | 12 GB + 256 GB · 16 GB + 512 GB · 16 GB + 1 TB (UFS 4.x) |
| Câmera principal | 200 MP, f/1.7, 23 mm, sensor ISOCELL HP2 de 1/1,3", OIS, foco de fase multidirecional |
| Ultrawide | 50 MP, f/1.9, 13 mm, Sony IMX858 de 1/2,51", com autofoco |
| Teleobjetiva | 10 MP, f/2.4, 69 mm (3x óptico), OIS |
| Selfies | 10 MP na capa (24 mm) + 10 MP na tela interna (18 mm), foco fixo |
| Vídeo | 8K a 30 fps · 4K a 120 fps · frontal em 4K a 60 fps |
| Bateria | 5.000 mAh (silício-carbono) · 45 W com fio · 20 W sem fio (Qi2.2) · 4,5 W reverso |
| Construção | Gorilla Glass Victus Ceramic 3 (capa), Victus 2 (traseira), moldura Advanced Armor de alumínio |
| Resistência | IP48 — imersão a 1,5 m por 30 min; poeira só acima de 1 mm |
| Dimensões e peso | Aberto: 158,4 × 143,2 × 4,1 mm · Fechado: 158,4 × 72,8 × 8,9 mm · 215 g |
| Sistema | Android 17 com One UI 9 · 7 gerações de Android garantidas |
| Conectividade | 5G, eSIM, Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 com aptX HD, NFC, UWB, DeX |
| Caneta | Não há suporte a S Pen |
| Preço no Brasil | R$ 13.139,10 (256 GB) · R$ 13.859,10 (512 GB) |
A ficha completa, com todas as bandas e sensores, está na página do Galaxy Z Fold8 Ultra na seção de celulares.
Design e construção: o mesmo corpo, com materiais mais duros
Quem vem do Fold7 vai precisar olhar duas vezes. O Fold8 Ultra tem exatamente as mesmas medidas do antecessor — 4,1 mm aberto, 8,9 mm fechado, 215 g — e a Samsung gastou a geração em melhorar o que não se vê. A moldura ganhou o alumínio Advanced Armor, o vidro da capa subiu para o Gorilla Glass Victus Ceramic 3, e tudo isso sem acrescentar um grama. É um aparelho que continua absurdamente fino para o que carrega: aberto, é mais fino que a maioria dos celulares comuns é fechado.

Fechado, ele é o formato Fold de sempre: alto e estreito, 72,8 mm de largura, com a tela de capa de 6,5 polegadas num painel comprido. É aqui que mora a diferença de filosofia para o Galaxy Z Fold8 comum, que é baixo e largo. No Ultra, a tela externa é um celular alto; no Fold8, um celular gordo. Digitar com os dois polegares na capa do Ultra continua exigindo dedos finos, e esse é o incômodo que a linha carrega desde a primeira geração.

Dois pontos merecem atenção antes da compra. O primeiro é a certificação: IP48 aguenta imersão de 1,5 metro por 30 minutos, mas o "4" significa proteção apenas contra partículas maiores que 1 mm — areia de praia entra na dobradiça, e isso vale para toda a linha Fold. O segundo é a caneta: não há S Pen. A Samsung a removeu no Fold7 para ganhar rigidez e espessura, e não voltou atrás. Para quem anotava na tela, é uma perda concreta — e é exatamente o que o iPhone Duo passou a oferecer com o Apple Pencil.
Tela: 8 polegadas com antirreflexo e o vinco mais discreto da linha
A tela interna é o argumento de venda, e ela merece. São 8 polegadas numa proporção quase quadrada (2.256 × 2.504), com 422 ppi e LTPO de 120 Hz. A novidade desta geração é um acabamento antirreflexo na tela interna, que muda a experiência em ambiente com luz atrás do usuário — e também um vinco menos visível, ainda que continue palpável quando se passa o dedo.

Os números de laboratório colocam as duas telas entre as mais brilhantes do mercado:
| Medição (75% da tela) | Tela interna (8") | Tela de capa (6,5") |
|---|---|---|
| Brilho manual | 724 nits | 718 nits |
| Brilho automático | 1.432 nits | 1.439 nits |
| Pico automático (10% da tela) | 2.980 nits | 3.026 nits |
| Brilho mínimo | 1 nit | 1 nit |
Perto de 1.500 nits em modo automático com 75% da tela acesa é o que garante leitura ao sol sem esforço. E o mínimo de 1 nit é o detalhe que agrada quem lê no escuro. Curiosamente, as duas telas do Fold8 comum brilham um pouco mais no mesmo protocolo: a capa do irmão mais barato marcou 749 nits no manual e 1.468 no automático, e a interna, 747 e 1.525 nits. Diferença que ninguém nota a olho nu, mas que mostra que o "Ultra" do nome não está no painel.

O formato quase quadrado da tela interna é ótimo para dividir em dois ou três apps e para ler documento em modo retrato. Para vídeo em 16:9, sobram faixas pretas generosas — é o preço da proporção. Quem prioriza filme e série na tela grande deve saber disso antes.
Desempenho: primeira divisão em rajada, morno na maratona
O chip é o Snapdragon 8 Elite Gen 5 na variante "for Galaxy", com clock mais alto que a versão padrão, e 12 ou 16 GB de RAM conforme a versão. Nos benchmarks, o Fold8 Ultra fica um degrau abaixo do Galaxy S26 Ultra e um pouco acima do Fold8 comum — o esperado para um corpo de 4,1 mm que tem menos volume para dissipar calor.
| Teste | Z Fold8 Ultra | Z Fold8 | Galaxy S26 Ultra |
|---|---|---|---|
| Geekbench 6 — núcleo único | 3.695 | 3.528 | 3.781 |
| Geekbench 6 — múltiplos núcleos | 11.124 | 10.619 | 11.566 |
| AnTuTu v10 | 2.160.310 | 2.197.874 | 2.627.986 |
| AnTuTu v11 | 2.970.196 | 2.947.517 | 3.892.165 |
| 3DMark Wild Life Extreme | 6.772 | 6.459 | 7.744 |
| 3DMark Solar Bay (ray tracing) | 11.617 (13.074 fechado) | 11.690 | 13.954 |
Repare no Solar Bay: o aparelho pontua mais fechado do que aberto. É um sinal do que o teste de estresse confirma — o desempenho sustentado está longe do ideal, e a culpa é do chassi fino. Sob carga longa, o Fold8 Ultra segura mais ou menos o mesmo que o Fold8 comum: os primeiros minutos são de topo de linha, e a taxa cai conforme esquenta. O corpo em si não fica desconfortável, mas a região do módulo de câmera, onde mora o processador, aquece de forma perceptível. A Samsung sabe disso: é o mesmo motivo pelo qual o Fold8 reduz as fotos de 24 MP para 12 MP em dias quentes.
Para o uso que justifica um dobrável — WhatsApp, banco, planilha, dois apps lado a lado, streaming — sobra folga em qualquer cenário. Em jogos, o padrão é o mesmo do S26 Ultra: Free Fire e os títulos populares no Brasil rodam sem drama, inclusive na tela interna, onde a proporção quase quadrada deixa faixas pretas nos jogos travados em 16:9. Uma hora de jogo pesado, aí sim, você sente o aparelho perder fôlego.
Câmeras: a principal do S26 Ultra, o resto herdado do Fold7

É o conjunto mais completo já colocado num Fold, e ao mesmo tempo o que menos mudou: o hardware é essencialmente o do Fold7, com uma única troca — a ultrawide nova, de 50 MP com sensor Sony IMX858. A principal é o ISOCELL HP2 de 200 MP, o mesmo sensor do S26 Ultra, mas com lente mais escura (f/1.7 contra a do irmão sem dobra) por causa do espaço. E a teleobjetiva é a mesma de 10 MP com 3x do Fold7.
Principal de 200 MP durante o dia
Excelente. Faixa dinâmica ampla, contraste bom e cor agradável, sem exagero — nada falta e nada parece forçado. O detalhe é ótimo e o processamento, contido. Por padrão as fotos saem em 12 MP; dá para forçar 50 MP e 200 MP, e a conclusão de quem testou é que os 50 MP valem a pena em cena externa bem iluminada, enquanto os 200 MP não compensam o tamanho do arquivo. O modo retrato com a principal rende resultados bons, com recorte limpo.




Principal à noite
Aqui o Fold8 Ultra segue a tendência recente da Samsung: não há modo noturno separado por padrão. No automático, as fotos noturnas são decentes mas suaves demais — não só nas sombras, no quadro inteiro — e com ruído visível. Faixa dinâmica e cor se seguram. A solução existe e é oficial: instalar o complemento Camera Assistant, da própria Samsung, devolve o modo noturno, e o resultado melhora de forma clara. É um passo a mais que o comprador de um aparelho de R$ 13 mil não deveria precisar dar.


Ultrawide de 50 MP
A única peça nova do conjunto, e uma boa troca. O sensor Sony IMX858 de 1/2,51 polegada tem autofoco, o que permite fotos de perto com o mesmo campo de visão da principal — e a qualidade nesse uso é sólida. É a câmera de macro do aparelho, na prática, e faz o serviço melhor que o recorte 2x da principal, que a curta distância não melhora nada.

Teleobjetiva de 3x
O ponto fraco declarado. São 10 MP num sensor pequeno, a 69 mm, com estabilização óptica. Retratos em 3x saem com perspectiva e proporção facial corretas, mas o detalhe é medíocre. O desfoque padrão do modo retrato nessa lente é exagerado. Para um aparelho que cobra R$ 1.800 a mais que o Fold8 justamente por ter teleobjetiva, é a câmera que mais decepciona — e a que mais distância deixa para o S26 Ultra, que tem periscópio.

Selfies: três jeitos, dois sensores
São duas câmeras de 10 MP com foco fixo — uma na capa, a 24 mm, outra na tela interna, a 18 mm. As selfies da capa são muito boas, com detalhe excelente e cores fiéis; a interna entrega qualidade parecida, com enquadramento mais aberto para grupo. Mas o melhor uso do formato é o terceiro: dobre o aparelho, use a tela de capa como visor e fotografe com a principal de 200 MP. A diferença de qualidade justifica o gesto.

Vídeo
Grava em 8K a 30 fps e 4K a 120 fps na principal e na ultrawide, com HDR de 10 bits; a teleobjetiva e as frontais param em 4K a 60. Estabilização por giroscópio em todas. É o mesmo pacote de vídeo dos topos de linha da marca, com DeX para editar num monitor depois.
Bateria e carregamento: o maior salto da geração
Se há um motivo objetivo para escolher o Fold8 Ultra em vez do Fold7, é este. A bateria cresceu de 4.400 para 5.000 mAh — 14% a mais — sem mudar as dimensões, graças à química de silício-carbono que a Samsung estreou nos dobráveis. E o carregamento subiu para 45 W.
| Cenário (aparelho fechado) | Autonomia medida |
|---|---|
| Índice de uso ativo | 15h40 |
| Navegação na web | 37h16 |
| Reprodução de vídeo | 11h53 |
| Jogos | 24h36 |
| Chamadas | 9h31 |
Um índice de 15h40 de uso ativo é um resultado sólido para um aparelho de 4,1 mm que alimenta duas telas — e um salto real sobre as 12h55 do Fold7 no mesmo protocolo, quase três horas a mais. Mas fica atrás do Fold8 comum, que marcou 17h21 no mesmo protocolo com uma bateria menor (4.800 mAh), e atrás dos dobráveis chineses que competem com ele lá fora. A tela de 8 polegadas cobra seu preço.
No carregamento, os 45 W entregam 41% em 15 minutos, 71% em 30 e carga completa em uma hora. É o carregamento mais rápido já visto num Fold e dá conta da rotina. Sem fio, são 20 W pelo padrão Qi2.2, mais 4,5 W reversos para fone. Na caixa vem só o cabo: reserve R$ 200 a R$ 300 para uma fonte de 45 W de verdade, senão o número fica no papel. E vale ler o que a própria Samsung admitiu sobre a queda mais rápida na saúde da bateria dos novos dobráveis — a química de silício-carbono, que dá a capacidade, ainda tem pouco histórico de longevidade.
Som: o único item que piorou
Não é comum um sucessor perder para o antecessor, mas aconteceu aqui. Os alto-falantes estéreo do Fold8 Ultra medem -29,3 LUFS de volume, classificado como mediano, e o problema é de equilíbrio: o som ficou mais cheio e mais grave, mas os graves se sobrepõem aos médios e às vozes, e tudo soa um pouco abafado. Para um aparelho cuja proposta central é consumir conteúdo numa tela de 8 polegadas, é uma contradição incômoda. Fone resolve; alto-falante decepciona.
Software: One UI 9 e sete anos de atualizações
Sai de fábrica com Android 17 e One UI 9, e a Samsung garante sete gerações de Android — um aparelho comprado hoje recebe versão nova até por volta de 2033. Para um produto de R$ 13 mil, é o argumento mais concreto para diluir o custo: é o maior compromisso de suporte da categoria.
A One UI 9 é evolução, não revolução: controles de brilho e volume refinados, um menu novo de garantia e assistência, e a Galaxy AI ampliada com resumo de chamadas, sugestões contextuais e o My FanCam para reenquadrar vídeo depois de gravado. A parte madura continua sendo a multitarefa — dois ou três apps lado a lado, janelas flutuantes, arrastar e soltar entre elas — e o DeX, que transforma o aparelho num desktop ao ligar num monitor. É onde a tela de 8 polegadas deixa de ser luxo e vira ferramenta.
Concorrentes: com quem ele briga no Brasil
Na faixa dos R$ 13 mil, o Fold8 Ultra disputa com aparelhos que fotografam melhor e com dobráveis que custam menos — e, desde setembro, com o primeiro dobrável da Apple.
| Aparelho | Preço (256 GB) | Onde ganha do Fold8 Ultra | Onde perde |
|---|---|---|---|
| Galaxy Z Fold8 | R$ 11.339,10 | R$ 1.800 mais barato, 14 g mais leve, tela de capa larga e utilizável, bateria dura mais (17h21) | Sem teleobjetiva, principal de 50 MP, tela interna menor (7,6") |
| Galaxy S26 Ultra | R$ 11.499 oficial; cerca de R$ 7.000 no varejo | Câmeras muito superiores (periscópio), mais desempenho sustentado, S Pen, custa quase metade na rua | Não dobra: tela única, sem a multitarefa de tablet |
| iPhone 17 Pro Max | R$ 12.499 | Vídeo, ecossistema, revenda, câmeras mais consistentes | Sem dobradiça, sem DeX, multitarefa limitada |
| iPhone Duo | R$ 21.999 | Titânio, IP68 de verdade, Apple Pencil, vinco quase invisível | R$ 8.860 mais caro, 254 g, sem teleobjetiva, só eSIM |
| Galaxy Z Fold7 (antecessor) | Em queda no varejo | Preço, se aparecer bom desconto | Bateria de 4.400 mAh, carregamento mais lento, sem antirreflexo na tela |
Os preços oficiais escondem uma diferença que o varejo escancara: o S26 Ultra, lançado em fevereiro, já é encontrado por cerca de R$ 7 mil, enquanto o Fold8 Ultra, com um mês de loja, segue no preço de tabela. A comparação com o Fold8 comum é a que mais importa, e ela é simples: você paga R$ 1.800 pela teleobjetiva de 3x, pelo sensor de 200 MP e por 0,4 polegada a mais de tela. Em troca, aceita um aparelho mais pesado, uma capa estreita e uma autonomia menor. Se a teleobjetiva fosse boa, a conta fecharia fácil; sendo o ponto fraco do conjunto, ela pesa menos do que deveria. Sobre o que mudou do Fold7 para o Fold8 Ultra, o resumo é: bateria, carregamento, tela antirreflexo e materiais — nada nas câmeras além da ultrawide.
Vale a pena?
Vale — para um perfil bem definido, e é justo ser franco sobre qual.
Vale a pena se você:
quer o formato tradicional do Fold, alto e estreito, com a maior tela interna da linha (8") para trabalhar com dois ou três apps;
faz questão de teleobjetiva num dobrável — mesmo sabendo que ela é apenas correta;
usa DeX ou multitarefa de verdade, e a tela grande vira ferramenta, não vitrine;
vem de um Fold5 ou anterior: o salto de bateria, carregamento e tela é grande.
Não vale a pena se você:
quer a melhor câmera possível pelo dinheiro — o S26 Ultra, que no varejo custa cerca de R$ 6 mil a menos, fotografa melhor em todas as distâncias;
vem do Fold7: as câmeras são as mesmas, e a bateria maior sozinha dificilmente justifica R$ 13 mil;
sofre com a tela de capa estreita — o Fold8 comum foi feito exatamente para resolver isso;
anota na tela: sem S Pen, e o concorrente da Apple aceita caneta;
usa alto-falante para vídeo — piorou em relação ao antecessor.
A partir de que preço faz sentido: a R$ 13.139 é compra de quem quer especificamente o Fold clássico com teleobjetiva. Abaixo de R$ 11.500 — o preço oficial do S26 Ultra e a distância de um bom desconto de varejo — vira recomendação tranquila, porque aí o prêmio pela dobradiça fica pequeno. Vale lembrar que o próprio S26 Ultra, lançado a R$ 11.499, já aparece por cerca de R$ 7 mil na Amazon seis meses depois — é esse tipo de queda que o comprador paciente de dobrável Samsung costuma ver. A dica de quem acompanha o mercado é a de sempre para dobrável Samsung: o preço de lançamento cai nas primeiras promoções, e esperar costuma valer.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre o Galaxy Z Fold8 e o Fold8 Ultra?
São formatos diferentes. O Fold8 Ultra é o Fold tradicional: alto e estreito fechado (158,4 × 72,8 mm), tela de capa de 6,5" e tela interna de 8" quase quadrada, com sensor de 200 MP e teleobjetiva de 3x. O Fold8 comum é baixo e largo, com capa de 5,5" e tela interna de 7,6" em 4:3, duas câmeras de 50 MP e sem teleobjetiva. Os dois usam o mesmo Snapdragon 8 Elite Gen 5 e a mesma One UI 9.
Quanto custa o Galaxy Z Fold8 Ultra no Brasil?
R$ 13.139,10 na versão de 256 GB e R$ 13.859,10 na de 512 GB no site da Samsung, em até 18 vezes sem juros. O aparelho está à venda no Brasil desde 6 de agosto de 2026.
O Galaxy Z Fold8 Ultra tem S Pen?
Não. A Samsung retirou o suporte à caneta da linha Fold a partir do Fold7, para ganhar rigidez e reduzir a espessura, e o Fold8 Ultra segue sem. Quem precisa de caneta num aparelho da marca tem de olhar para o Galaxy S26 Ultra.
Quanto dura a bateria do Galaxy Z Fold8 Ultra?
São 5.000 mAh, com 15h40 de uso ativo no teste padronizado com o aparelho fechado: 37 horas de navegação, quase 12 de vídeo e 24 de jogos. Na prática, um dia inteiro de uso intenso com folga. O carregamento de 45 W leva a bateria a 71% em 30 minutos e a 100% em uma hora; a fonte não vem na caixa.
O Galaxy Z Fold8 Ultra é resistente à água?
Tem certificação IP48: aguenta imersão de até 1,5 metro por 30 minutos, mas a proteção contra poeira cobre apenas partículas maiores que 1 mm. Chuva e queda na piscina não são problema; areia de praia e obra, sim — e isso vale para toda a linha Fold.
A câmera do Fold8 Ultra é igual à do S26 Ultra?
Só a principal: os dois usam o sensor ISOCELL HP2 de 200 MP, mas no Fold a lente é mais escura (f/1.7) por falta de espaço. A ultrawide do Fold é diferente (Sony IMX858 de 50 MP) e a teleobjetiva é a de 10 MP com 3x, sem periscópio. Na soma, o S26 Ultra fotografa melhor, principalmente no zoom.
Vale a pena trocar o Fold7 pelo Fold8 Ultra?
Para a maioria, não. As câmeras são praticamente as mesmas, exceto pela ultrawide nova. O que melhorou de verdade foi a bateria (de 4.400 para 5.000 mAh), o carregamento (45 W) e o acabamento antirreflexo da tela interna. Se a autonomia do Fold7 te incomoda, a troca faz sentido; se não, o Fold7 em promoção é a melhor compra da família.
Quantos anos de atualização o Fold8 Ultra recebe?
Sete gerações de Android, a contar do Android 17 que já vem instalado — ou seja, suporte até por volta de 2033. É o maior compromisso de atualização da categoria e um dos argumentos mais concretos para diluir o preço ao longo dos anos.






