Newsletter

Melhor banco para conta PJ MEI: comparativo de tarifas

Comparamos as contas PJ para MEI: quais são realmente sem tarifa, quais rendem, qual maquininha vem junto e onde cada banco cobra a conta escondida.

Melhor banco para conta PJ MEI: comparativo de tarifas

Não existe um melhor banco para o MEI — existe o que cobra menos pelo que você usa. Se o dinheiro entra por maquininha, o que decide é a taxa do cartão, não a tarifa da conta. Se o saldo fica parado esperando o DAS, o que decide é o rendimento. E se um dia você vai precisar de capital de giro, o digital de tarifa zero costuma ser justamente o que menos empresta. Abaixo, o que cada opção entrega de fato, com os números que dá para comparar.

Adicione ao Google Notícias
Neste artigo
  1. O que realmente muda entre uma conta PJ e outra
  2. Mercado Pago
  3. Nubank PJ
  4. PagBank
  5. Banco Inter
  6. C6 Bank
  7. InfinitePay
  8. Banco do Brasil e os tradicionais
  9. Comparativo rápido
  10. Como abrir a conta PJ do MEI
  11. Perguntas frequentes

O que realmente muda entre uma conta PJ e outra

Tarifa zero virou padrão entre os digitais, então parar nesse critério não decide nada. Os quatro pontos que separam as opções:

  • Taxa de recebimento: a diferença entre 12% e 20% no parcelado é o que some do seu lucro todo mês.

  • Rendimento do saldo: conta que rende percentual do CDI faz o dinheiro parado trabalhar até a data do imposto.

  • Maquininha: algumas vêm de graça sob condição de faturamento; outras cobram o aparelho.

  • Crédito: banco tradicional empresta mais barato e tem linha subsidiada; o digital costuma ser fraco nesse ponto.

Nada impede ter duas contas. É comum manter a digital para o dia a dia, pela tarifa zero, e uma conta em banco tradicional só para construir relacionamento — que é o que pesa quando você for pedir crédito.

Mercado Pago

Não cobra taxa de abertura nem mensalidade de manutenção para MEI. A conta inclui Pix, transferências e as ferramentas de cobrança sem custo de adesão. O ponto que separa: o saldo tem rendimento automático de 105% do CDI para quem vende acima de R$ 10 mil, patamar mais alto que o da maioria.

Melhor para: quem já vende pelo ecossistema e quer cobrança e conta no mesmo lugar. Ressalva: o rendimento cheio está condicionado ao volume de vendas — abaixo do piso, você fica com a condição padrão, e é aí que a propaganda e a realidade se afastam.

Nubank PJ

Conta gratuita, Pix ilimitado, emissão de boletos sem custo e cartão PJ sem anuidade. O diferencial é o NuTap, que transforma o próprio celular em maquininha por aproximação — some o custo do aparelho e a espera pela entrega.

No parcelado, a taxa trava em 12,49%, enquanto parte das concorrentes passa de 20%. Para quem vende parcelado com frequência, essa linha isolada vale mais que qualquer isenção de tarifa.

Melhor para: prestador de serviço e vendedor que recebe no cartão sem querer investir em equipamento. Ressalva: maquininha por celular depende de aparelho com aproximação e boa conexão; em operação de balcão movimentado, o equipamento dedicado ainda ganha.

PagBank

Conta gratuita com rendimento automático de 100% do CDI, cartão sem anuidade e integração com as maquininhas da casa. Reúne boletos, Pix, pagamentos e cartão internacional no mesmo aplicativo, e tem boa reputação em reclamações.

Melhor para: quem quer o saldo rendendo desde o primeiro real, sem piso de faturamento. Ressalva: a oferta de crédito não se compara à de um banco tradicional — se o seu plano inclui empréstimo para capital de giro, não conte com ele para isso.

Ilustração de comparativo entre contas PJ

Banco Inter

Conta PJ sem custo, com transferências ilimitadas e um ecossistema que vai além da conta: investimentos, seguros e marketplace no mesmo aplicativo. Para o MEI, o apelo é a simplicidade — uma conta transparente, sem pacote de tarifas para decifrar.

Melhor para: quem quer concentrar conta, investimento e seguro num app só. Ressalva: ecossistema amplo é conveniência, não vantagem financeira. Se você não usa investimento nem seguro, o diferencial vira irrelevante e a decisão volta para taxa de recebimento.

C6 Bank

Conta sem tarifas, cartão de crédito sem anuidade, saques ilimitados e investimento em CDB. A condição que chama atenção é a maquininha: a C6 Pay sai de graça para quem vende mais de R$ 3,5 mil por mês e recebe no próprio banco.

Melhor para: comércio que já passa desse faturamento e quer eliminar o custo do aparelho. Ressalva: a gratuidade é condicionada. Se o faturamento oscila e você fica abaixo do piso em alguns meses, confira o que muda antes de contar com o benefício.

InfinitePay

Conta digital PJ sem tarifas, desenhada para quem precisa de gestão financeira e aceitação de pagamento no mesmo lugar. A proposta é fechar o ciclo — receber, controlar e movimentar — sem depender de dois aplicativos.

Melhor para: quem vende presencialmente e quer recebimento e conta integrados. Ressalva: como em qualquer solução de pagamento, o que decide é a taxa efetiva do seu tipo de venda. Compare debito, crédito à vista e parcelado antes de migrar.

Banco do Brasil e os tradicionais

A Conta PJ Digital do BB atende MEI e é aberta pelo celular. O banco tem o Plano Digital PJ e alternativas para MEI com possibilidade de zerar a mensalidade — normalmente usando a maquininha da própria instituição ou mantendo aplicações. As linhas de crédito para capital de giro são competitivas, e há parceria com a Cielo com condições especiais nos primeiros meses.

Entre os demais tradicionais, o quadro é parecido: mensalidade que pode ser isenta sob condições, maquininha própria e crédito melhor que o dos digitais.

  • Bradesco: tarifas a partir de R$ 32,75, com até 12 meses de isenção em pacotes básicos, assessoria contábil para MEI e emissão de DAS. A reputação em reclamações é apenas regular.

  • Caixa: tarifas a partir de R$ 55,00 com cartão PJ incluso e linhas subsidiadas para MEI e microempresa. A experiência digital é limitada e muita coisa ainda exige ir à agência.

  • Itaú e Santander: possibilidade de isenção da mensalidade dentro do pacote, maquininha e plataformas de gestão.

Atenção à palavra possibilidade. Isenção condicionada some no mês em que você não bate a condição — e a tarifa aparece na fatura sem aviso. Pergunte qual é exatamente o gatilho e o que acontece quando ele não é cumprido.

Comparativo rápido

BancoMensalidadeDestaqueOnde perde
Mercado PagoSem mensalidadeRende 105% do CDI acima de R$ 10 mil em vendasRendimento cheio tem piso de faturamento
Nubank PJSem mensalidadeCelular vira maquininha; parcelado em 12,49%Sem equipamento dedicado
PagBankSem mensalidadeRende 100% do CDI sem pisoCrédito limitado
Banco InterSem mensalidadeConta, investimento e seguro no mesmo appEcossistema não reduz taxa
C6 BankSem mensalidadeMaquininha grátis acima de R$ 3,5 mil/mêsBenefício condicionado ao faturamento
Banco do BrasilIsenção possívelCrédito competitivo e estrutura físicaIsenção depende de condição
BradescoA partir de R$ 32,75Até 12 meses isentos e emissão de DASReputação regular em reclamações
CaixaA partir de R$ 55,00Linhas de crédito subsidiadasDigital limitado, exige agência

Como abrir a conta PJ do MEI

Nos digitais, o processo é feito inteiro pelo aplicativo e costuma levar minutos — a aprovação é que pode demorar algumas horas. O roteiro é praticamente o mesmo em todos:

  1. Tenha o CNPJ ativo. Se ainda não abriu o MEI, o cadastro é gratuito no Portal do Empreendedor e sai em minutos, pelo próprio celular.

  2. Baixe o aplicativo do banco escolhido e procure a opção de conta para empresa ou MEI.

  3. Informe o CNPJ — os dados da empresa costumam ser preenchidos automaticamente a partir da base da Receita.

  4. Envie documento com foto, faça a selfie de validação e confirme o endereço.

  5. Aguarde a análise e ative a conta. Só então peça a maquininha, se for usar.

Com a conta aberta, separe de vez o dinheiro pessoal do dinheiro da empresa. É o que transforma o extrato em prova de faturamento na hora de pedir crédito ou comprovar renda.

Perguntas frequentes

MEI é obrigado a ter conta PJ?

Não existe obrigação legal de manter conta jurídica: o MEI pode movimentar em conta pessoal. Na prática, separar vale a pena — misturar tudo atrapalha a comprovação de faturamento, complica a declaração anual e esconde o resultado real do negócio.

Qual a melhor conta PJ gratuita para MEI?

Depende de como o dinheiro entra. Se entra por cartão parcelado, a taxa de recebimento decide, e a do Nubank PJ é das mais baixas. Se o saldo fica parado, o rendimento decide, e o PagBank rende 100% do CDI sem piso. Se você já vende por um ecossistema de cobrança, faz sentido concentrar nele.

Dá para abrir conta PJ MEI sem ir à agência?

Nos bancos digitais, sim: todo o processo é feito pelo aplicativo, com envio de documento e selfie. Entre os tradicionais, o Banco do Brasil oferece abertura digital para MEI. Já a Caixa ainda exige presença em vários procedimentos.

Conta PJ do MEI rende?

Algumas rendem automaticamente, sem você precisar aplicar. O PagBank rende 100% do CDI, e o Mercado Pago chega a 105% do CDI para quem vende acima de R$ 10 mil. Nos bancos tradicionais, o saldo em conta normalmente não rende sozinho — é preciso aplicar.

Posso usar minha conta pessoal para receber como MEI?

Pode, mas você perde a separação que protege o negócio. Sem extrato próprio da empresa, comprovar faturamento vira exercício de memória, e qualquer análise de crédito enxerga um cliente pessoa física comum — não um CNPJ com histórico.

Vale a pena ter conta em banco digital e tradicional ao mesmo tempo?