Como abrir MEI de graça pelo gov.br: passo a passo
Abrir MEI é gratuito e leva minutos pelo gov.br. Veja os requisitos, as duas checagens que evitam dor de cabeça e o que fazer depois que o CNPJ sai.
Resumo por IA
Resumo gerado por IA, revisado pela redação.

Abrir MEI é gratuito, feito inteiramente pela internet e leva poucos minutos — o cadastro em si é curto. O que costuma travar a formalização não é o formulário: é a conta gov.br, que precisa estar no nível prata ou ouro. Resolvido isso, você sai com CNPJ ativo no mesmo dia. Abaixo, o caminho completo, as duas checagens que evitam abrir a empresa errada e o que passa a ser obrigação sua depois que o CNPJ nasce.
Adicione ao Google NotíciasNeste artigo
- Quem pode ser MEI
- Antes de começar: duas checagens que poupam retrabalho
- Deixe a conta gov.br no nível prata ou ouro
- Formalize-se no Portal do Empreendedor
- Escolha ocupação e forma de atuação
- Guarde o que sai no fim
- O que você ganha — e o que passa a dever
- Abrir MEI para trabalhar em aplicativo ou marketplace
- Erros comuns na formalização
- Abri e desisti: dá para voltar atrás?
- Perguntas frequentes
Quem pode ser MEI
Três condições precisam ser verdadeiras ao mesmo tempo:
Exercer uma atividade que esteja na lista oficial de ocupações permitidas;
Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa;
Não ser servidor público federal em atividade — servidores estaduais e municipais precisam conferir a legislação do próprio ente.
Some a isso o teto de faturamento de R$ 81 mil por ano e o limite de um funcionário registrado. Passar do teto não impede a abertura, mas leva ao desenquadramento depois — vale fazer a conta antes se o seu negócio já fatura perto disso.
Antes de começar: duas checagens que poupam retrabalho
1. Sua atividade está na lista? Cada ocupação permitida tem um código CNAE, e a lista é fechada — atividade fora dela não vira MEI, e é aí que muita gente descobre tarde que precisa de outro tipo de empresa. Exemplos de ocupações comuns: comerciante varejista de artigos de vestuário (CNAE 4781-4/00), de calçados (4782-2/01), de cosméticos e perfumaria (4772-5/00), de bijuterias e acessórios (4783-1/02), de artigos de alimentação (4729-6/99) e as diversas modalidades de artesão.
2. Seu município autoriza a atividade naquele endereço? A liberação do local é municipal. Antes de formalizar, confirme na prefeitura se a atividade pode ser exercida no endereço que você vai declarar — especialmente em condomínio residencial e em atividades que envolvem alimentos ou atendimento ao público.
Escolher o CNAE só porque "parece o mais próximo" cobra depois. O código define o tipo de nota que você emite, se paga ICMS ou ISS e o que a prefeitura exige de você. Corrigir depois é possível, mas dá mais trabalho do que acertar agora.
Deixe a conta gov.br no nível prata ou ouro
É o pré-requisito que segura a maioria. Se a sua conta está no nível bronze, o sistema não conclui a formalização. Para subir de nível, você tem três caminhos:
Reconhecimento facial pelo aplicativo gov.br — o mais rápido, feito pelo celular;
Validação de dados pelo internet banking de um banco credenciado;
Certificado digital, se você já tiver um.
Faça isso antes de reservar tempo para o resto: é a etapa que pode exigir uma segunda tentativa, e não adianta insistir no formulário sem ela.
Formalize-se no Portal do Empreendedor
Entre no gov.br com a sua conta já no nível prata ou ouro.
Acesse o Portal do Empreendedor e clique em Quero ser MEI.
Clique em Formalize-se.
Confirme os dados pessoais que o sistema traz do seu CPF e preencha o endereço da empresa e o de correspondência.

Escolha ocupação e forma de atuação
Aqui ficam as duas decisões que definem o seu CNPJ:
Ocupação principal: a atividade que responde pela maior parte da sua receita. Você pode adicionar ocupações secundárias — e vale adicionar as que você realmente exerce, porque nota fiscal de atividade não cadastrada gera inconsistência.
Forma de atuação: estabelecimento fixo, internet, porta a porta, entre outras. Quem vende online precisa marcar "Internet" — é o que deixa a operação coerente com as vendas que você vai declarar.
Confira tudo e conclua. O CNPJ é gerado na hora.
Guarde o que sai no fim
Terminado o cadastro, o sistema disponibiliza três documentos que você vai usar o tempo todo:
CCMEI — o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, que também faz as vezes de alvará de funcionamento e é o documento que bancos e fornecedores pedem;
Carnê do DAS — as guias da contribuição mensal;
Relatório Mensal de Receitas Brutas — um para cada mês, onde você anota o que faturou.
Salve o CCMEI no celular e numa pasta na nuvem. É o documento mais pedido no primeiro ano de empresa, e reemitir toda vez que alguém solicita é tempo perdido.
O que você ganha — e o que passa a dever
Do lado dos benefícios, o CNPJ destrava coisas que a pessoa física não alcança: emitir nota fiscal, vender para empresas e órgãos públicos, abrir conta PJ, contratar maquininha com taxas menores que as de pessoa física, receber por Pix empresarial e, pela contribuição do INSS embutida no DAS, ter acesso a aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.
Do lado das obrigações, são três, e nenhuma é complicada:
Pagar o DAS todo mês, até o dia 20 — é o que mantém o CNPJ regular e a contagem previdenciária de pé;
Entregar a DASN-SIMEI, a declaração anual do Simples Nacional, informando o faturamento do ano anterior, até 31 de maio de cada ano;
Preencher o relatório mensal de receitas — simples, mas é dele que sai o número da declaração anual.
A declaração anual é onde muita gente trava por falta de registro. Se você anotar o faturamento todo mês no relatório, em maio o preenchimento leva minutos. Sem isso, vira reconstituição de memória e extrato bancário.
Abrir MEI para trabalhar em aplicativo ou marketplace
É um dos motivos mais comuns hoje: plataformas de venda e de entrega passaram a pedir CNPJ. O processo é o mesmo, com dois cuidados que mudam o resultado:
Escolha a ocupação que descreve o que você faz de verdade — entrega, transporte de mercadoria ou comércio varejista do produto que você vende, conforme o caso;
Marque a forma de atuação correta. Quem vende por marketplace atua pela internet; quem entrega roda na rua. A forma declarada precisa bater com a operação real.
Lembre-se de que vender pela internet torna a emissão de nota obrigatória, inclusive para cliente pessoa física — é diferente da venda de balcão, em que a nota para pessoa física é opcional.
Erros comuns na formalização
Deixar a conta gov.br no bronze. É a causa número um de formalização interrompida no meio. Suba o nível antes de sentar para preencher.
Cadastrar só a ocupação principal. Se você faz duas coisas, declare as duas. Emitir nota de uma atividade que não está no cadastro gera inconsistência entre o que você faz e o que o CNPJ diz que você faz.
Marcar "estabelecimento fixo" vendendo pela internet. A forma de atuação precisa refletir a operação real — e quem vende online tem obrigação de emitir nota mesmo para pessoa física.
Declarar endereço sem checar a prefeitura. A liberação do local é municipal, e descobrir depois que a atividade não é permitida ali significa alterar cadastro com a empresa já funcionando.
Esquecer o primeiro DAS. A cobrança começa no mês seguinte à abertura, não no primeiro faturamento. Muita gente só descobre a guia em atraso meses depois.
Abri e desisti: dá para voltar atrás?
Dá. O CNPJ de MEI pode ser baixado pelo mesmo portal onde foi aberto, e o processo também é gratuito. Dois pontos importam antes de dar baixa:
As obrigações não somem com a baixa. Os DAS em aberto do período em que a empresa existiu continuam devidos, e a declaração anual referente àquele período também precisa ser entregue.
Baixar não é o mesmo que abandonar. Parar de pagar sem dar baixa acumula dívida, deixa o CNPJ irregular e pode levar ao cancelamento por inadimplência — com o passivo ainda no seu nome.
Se a dúvida é sazonal — o negócio parou, mas talvez volte —, manter o CNPJ ativo custa o DAS mensal e preserva a contagem previdenciária. É uma conta que vale fazer antes de decidir.
Perguntas frequentes
Abrir MEI é gratuito mesmo?
Sim. A formalização não tem custo e é feita pelo próprio portal do governo. Sites que cobram taxa para "abrir seu MEI" estão vendendo um serviço de intermediação de algo que você faz sozinho em minutos. O que existe de custo é o DAS mensal, que começa depois da abertura.
Como abrir MEI pelo gov.br passo a passo?
Deixe a conta gov.br no nível prata ou ouro, entre no Portal do Empreendedor, clique em Quero ser MEI e depois em Formalize-se. Confirme os dados, informe o endereço, escolha a ocupação principal, as secundárias e a forma de atuação, e conclua. O CNPJ sai na hora.
Preciso ir a algum lugar para abrir o MEI?
Não. O cadastro é feito exclusivamente pela internet. O único contato externo recomendado é com a prefeitura, para confirmar se a atividade é permitida no endereço que você vai declarar — e essa consulta costuma ser feita online também.
Quanto tempo demora para o CNPJ ficar ativo?
O CNPJ é gerado ao final do cadastro, no mesmo momento. Com o CCMEI em mãos, você já pode abrir conta PJ e contratar maquininha. O que pode levar mais tempo é subir o nível da conta gov.br, quando ela ainda está no bronze.
Servidor público pode abrir MEI?
Servidor público federal em atividade não pode. Para servidores estaduais e municipais, a resposta depende da legislação do respectivo ente — é preciso verificar as regras locais antes de formalizar.
Posso ser MEI e ter carteira assinada?
Não há impedimento em ter emprego com carteira assinada e abrir MEI. O que a lista de requisitos veda é ser sócio, titular ou administrador de outra empresa, e ser servidor público federal em atividade. Vale conferir se o seu contrato de trabalho tem cláusula de exclusividade.
Este tutorial faz parte do guia Obrigações do MEI: o guia da burocracia que você resolve sozinho. Veja também: Como emitir nota fiscal MEI: passo a passo e os apps que facilitam · Melhores apps para emitir nota fiscal MEI: grátis e pagos · Melhor banco para conta PJ MEI: comparativo de tarifas · CRM gratuito: as melhores opções para pequenas empresas · DAS MEI: como emitir, pagar e regularizar o atraso · Como consultar CNPJ de graça e entender a situação cadastral
Este tutorial faz parte do guia Obrigações do MEI: o guia da burocracia que você resolve sozinho. Veja também: Como emitir nota fiscal MEI: passo a passo e os apps que facilitam · Melhores apps para emitir nota fiscal MEI: grátis e pagos · Melhor banco para conta PJ MEI: comparativo de tarifas · CRM gratuito: as melhores opções para pequenas empresas · DAS MEI: como emitir, pagar e regularizar o atraso · Como consultar CNPJ de graça e entender a situação cadastral



