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Como abrir MEI de graça pelo gov.br: passo a passo

Abrir MEI é gratuito e leva minutos pelo gov.br. Veja os requisitos, as duas checagens que evitam dor de cabeça e o que fazer depois que o CNPJ sai.

Como abrir MEI de graça pelo gov.br: passo a passo

Abrir MEI é gratuito, feito inteiramente pela internet e leva poucos minutos — o cadastro em si é curto. O que costuma travar a formalização não é o formulário: é a conta gov.br, que precisa estar no nível prata ou ouro. Resolvido isso, você sai com CNPJ ativo no mesmo dia. Abaixo, o caminho completo, as duas checagens que evitam abrir a empresa errada e o que passa a ser obrigação sua depois que o CNPJ nasce.

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Neste artigo
  1. Quem pode ser MEI
  2. Antes de começar: duas checagens que poupam retrabalho
  3. Deixe a conta gov.br no nível prata ou ouro
  4. Formalize-se no Portal do Empreendedor
  5. Escolha ocupação e forma de atuação
  6. Guarde o que sai no fim
  7. O que você ganha — e o que passa a dever
  8. Abrir MEI para trabalhar em aplicativo ou marketplace
  9. Erros comuns na formalização
  10. Abri e desisti: dá para voltar atrás?
  11. Perguntas frequentes

Quem pode ser MEI

Três condições precisam ser verdadeiras ao mesmo tempo:

  • Exercer uma atividade que esteja na lista oficial de ocupações permitidas;

  • Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa;

  • Não ser servidor público federal em atividade — servidores estaduais e municipais precisam conferir a legislação do próprio ente.

Some a isso o teto de faturamento de R$ 81 mil por ano e o limite de um funcionário registrado. Passar do teto não impede a abertura, mas leva ao desenquadramento depois — vale fazer a conta antes se o seu negócio já fatura perto disso.

Antes de começar: duas checagens que poupam retrabalho

1. Sua atividade está na lista? Cada ocupação permitida tem um código CNAE, e a lista é fechada — atividade fora dela não vira MEI, e é aí que muita gente descobre tarde que precisa de outro tipo de empresa. Exemplos de ocupações comuns: comerciante varejista de artigos de vestuário (CNAE 4781-4/00), de calçados (4782-2/01), de cosméticos e perfumaria (4772-5/00), de bijuterias e acessórios (4783-1/02), de artigos de alimentação (4729-6/99) e as diversas modalidades de artesão.

2. Seu município autoriza a atividade naquele endereço? A liberação do local é municipal. Antes de formalizar, confirme na prefeitura se a atividade pode ser exercida no endereço que você vai declarar — especialmente em condomínio residencial e em atividades que envolvem alimentos ou atendimento ao público.

Escolher o CNAE só porque "parece o mais próximo" cobra depois. O código define o tipo de nota que você emite, se paga ICMS ou ISS e o que a prefeitura exige de você. Corrigir depois é possível, mas dá mais trabalho do que acertar agora.

Passo a passo · 4 passos

Deixe a conta gov.br no nível prata ou ouro

É o pré-requisito que segura a maioria. Se a sua conta está no nível bronze, o sistema não conclui a formalização. Para subir de nível, você tem três caminhos:

  • Reconhecimento facial pelo aplicativo gov.br — o mais rápido, feito pelo celular;

  • Validação de dados pelo internet banking de um banco credenciado;

  • Certificado digital, se você já tiver um.

Faça isso antes de reservar tempo para o resto: é a etapa que pode exigir uma segunda tentativa, e não adianta insistir no formulário sem ela.

Formalize-se no Portal do Empreendedor

  1. Entre no gov.br com a sua conta já no nível prata ou ouro.

  2. Acesse o Portal do Empreendedor e clique em Quero ser MEI.

  3. Clique em Formalize-se.

  4. Confirme os dados pessoais que o sistema traz do seu CPF e preencha o endereço da empresa e o de correspondência.

Ilustração de formulário de formalização

Escolha ocupação e forma de atuação

Aqui ficam as duas decisões que definem o seu CNPJ:

  • Ocupação principal: a atividade que responde pela maior parte da sua receita. Você pode adicionar ocupações secundárias — e vale adicionar as que você realmente exerce, porque nota fiscal de atividade não cadastrada gera inconsistência.

  • Forma de atuação: estabelecimento fixo, internet, porta a porta, entre outras. Quem vende online precisa marcar "Internet" — é o que deixa a operação coerente com as vendas que você vai declarar.

Confira tudo e conclua. O CNPJ é gerado na hora.

Guarde o que sai no fim

Terminado o cadastro, o sistema disponibiliza três documentos que você vai usar o tempo todo:

  • CCMEI — o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, que também faz as vezes de alvará de funcionamento e é o documento que bancos e fornecedores pedem;

  • Carnê do DAS — as guias da contribuição mensal;

  • Relatório Mensal de Receitas Brutas — um para cada mês, onde você anota o que faturou.

Salve o CCMEI no celular e numa pasta na nuvem. É o documento mais pedido no primeiro ano de empresa, e reemitir toda vez que alguém solicita é tempo perdido.

O que você ganha — e o que passa a dever

Do lado dos benefícios, o CNPJ destrava coisas que a pessoa física não alcança: emitir nota fiscal, vender para empresas e órgãos públicos, abrir conta PJ, contratar maquininha com taxas menores que as de pessoa física, receber por Pix empresarial e, pela contribuição do INSS embutida no DAS, ter acesso a aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

Do lado das obrigações, são três, e nenhuma é complicada:

  1. Pagar o DAS todo mês, até o dia 20 — é o que mantém o CNPJ regular e a contagem previdenciária de pé;

  2. Entregar a DASN-SIMEI, a declaração anual do Simples Nacional, informando o faturamento do ano anterior, até 31 de maio de cada ano;

  3. Preencher o relatório mensal de receitas — simples, mas é dele que sai o número da declaração anual.

A declaração anual é onde muita gente trava por falta de registro. Se você anotar o faturamento todo mês no relatório, em maio o preenchimento leva minutos. Sem isso, vira reconstituição de memória e extrato bancário.

Abrir MEI para trabalhar em aplicativo ou marketplace

É um dos motivos mais comuns hoje: plataformas de venda e de entrega passaram a pedir CNPJ. O processo é o mesmo, com dois cuidados que mudam o resultado:

  • Escolha a ocupação que descreve o que você faz de verdade — entrega, transporte de mercadoria ou comércio varejista do produto que você vende, conforme o caso;

  • Marque a forma de atuação correta. Quem vende por marketplace atua pela internet; quem entrega roda na rua. A forma declarada precisa bater com a operação real.

Lembre-se de que vender pela internet torna a emissão de nota obrigatória, inclusive para cliente pessoa física — é diferente da venda de balcão, em que a nota para pessoa física é opcional.

Erros comuns na formalização

  • Deixar a conta gov.br no bronze. É a causa número um de formalização interrompida no meio. Suba o nível antes de sentar para preencher.

  • Cadastrar só a ocupação principal. Se você faz duas coisas, declare as duas. Emitir nota de uma atividade que não está no cadastro gera inconsistência entre o que você faz e o que o CNPJ diz que você faz.

  • Marcar "estabelecimento fixo" vendendo pela internet. A forma de atuação precisa refletir a operação real — e quem vende online tem obrigação de emitir nota mesmo para pessoa física.

  • Declarar endereço sem checar a prefeitura. A liberação do local é municipal, e descobrir depois que a atividade não é permitida ali significa alterar cadastro com a empresa já funcionando.

  • Esquecer o primeiro DAS. A cobrança começa no mês seguinte à abertura, não no primeiro faturamento. Muita gente só descobre a guia em atraso meses depois.

Abri e desisti: dá para voltar atrás?

Dá. O CNPJ de MEI pode ser baixado pelo mesmo portal onde foi aberto, e o processo também é gratuito. Dois pontos importam antes de dar baixa:

  • As obrigações não somem com a baixa. Os DAS em aberto do período em que a empresa existiu continuam devidos, e a declaração anual referente àquele período também precisa ser entregue.

  • Baixar não é o mesmo que abandonar. Parar de pagar sem dar baixa acumula dívida, deixa o CNPJ irregular e pode levar ao cancelamento por inadimplência — com o passivo ainda no seu nome.

Se a dúvida é sazonal — o negócio parou, mas talvez volte —, manter o CNPJ ativo custa o DAS mensal e preserva a contagem previdenciária. É uma conta que vale fazer antes de decidir.

Perguntas frequentes

Abrir MEI é gratuito mesmo?

Sim. A formalização não tem custo e é feita pelo próprio portal do governo. Sites que cobram taxa para "abrir seu MEI" estão vendendo um serviço de intermediação de algo que você faz sozinho em minutos. O que existe de custo é o DAS mensal, que começa depois da abertura.

Como abrir MEI pelo gov.br passo a passo?

Deixe a conta gov.br no nível prata ou ouro, entre no Portal do Empreendedor, clique em Quero ser MEI e depois em Formalize-se. Confirme os dados, informe o endereço, escolha a ocupação principal, as secundárias e a forma de atuação, e conclua. O CNPJ sai na hora.

Preciso ir a algum lugar para abrir o MEI?

Não. O cadastro é feito exclusivamente pela internet. O único contato externo recomendado é com a prefeitura, para confirmar se a atividade é permitida no endereço que você vai declarar — e essa consulta costuma ser feita online também.

Quanto tempo demora para o CNPJ ficar ativo?

O CNPJ é gerado ao final do cadastro, no mesmo momento. Com o CCMEI em mãos, você já pode abrir conta PJ e contratar maquininha. O que pode levar mais tempo é subir o nível da conta gov.br, quando ela ainda está no bronze.

Servidor público pode abrir MEI?

Servidor público federal em atividade não pode. Para servidores estaduais e municipais, a resposta depende da legislação do respectivo ente — é preciso verificar as regras locais antes de formalizar.

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